sexta-feira, 24 de outubro de 2008

De fora pra dentro.

18 de Outubro, São Bernardo do Campo, São Paulo.


Antes de começar é melhor já avisar que este texto é um texto de fã. De fã que fica de vigia na comunidade pra conseguir ingresso pro show que é fechado, que mobiliza os outros fãs para também fazerem a vigia enquanto você não está, dos fãs que se perdem no caminho de ida, que não sabem qual ônibus pegar, que não sabem o nome do lugar, não sabem voltar pra casa, dos fãs que tem que pegar um avião pra voltar pra casa.
Este é um texto de fã.

Chegar a um lugar imenso – em que o trajeto da portaria até o teatro é quase o mesmo da sua casa até este lugar [menos, a casa do pessoal que tava lá ficava muito, muito longe], um lugar bem conservado e digno do espetáculo que os paulistas e cariocas da comunidade das Chicas esperavam pra ver.

Lá, se encontraram primeiramente as crianças da comunidade chicana , crianças porque todos nós ali parecíamos ter cinco anos, seja pelo fato de sentar na primeira fila na frente das crianças de verdade ou por ter ido atrás do folheto de colorir do Barulinho.
Todos empolgados feito crianças, meio sentados meio curvados – para tentar não atrapalhar os pequenos atrás – todo mundo atento, com os olhos brilhando até que o escuro do teatro é quebrado por quatro lanternas, tinha começado.
Daí pra frente, era um misto de risada, cantoria, encantamento, e claro, olhos brilhando. E ali naquela platéia – e no palco também – não se distinguia mais quem era criança quem era adulto, e acho que na verdade isso só começou a ser percebido depois do “ Espero que vocês tenham se divertido tanto quanto a gente.”

Encantados e felizes, nós os fãs devidamente crescidos utilizamos o intervalo dos shows para dar um abraço coletivo na Luciana, produtora, abençoada, que conseguiu os ingressos e colocou a gente pra dentro.
E ali ficamos por um tempo, todos abraçados e pulando no meio do teatro.

Enrolamos as horas que faltavam pro Barulhão, fomos ao mercado, ouvimos um bilhão de vezes que não podíamos tirar foto. Tiramos foto mesmo assim, e ainda tivemos uma prévia de um show do Sidney Magal – cover claro – o que foi muito legal e só prova que a internet pode sim ser usada pra algo bom, pra reunir gente boa, pra divulgar música boa. E por falar em música, tava na hora do barulhão começar.

Talvez a nossa expectativa e empolgação estivesse num nível acima do normal, ou a empolgação do resto da platéia é que tenha complicado as coisas. Mas a energia do show estava diferente. Pra quem já viu o Barulhão antes, vê-las ali sérias, quietas, era muito estranho. Não ruim, estranho.
A nossa empolgação durou o show inteiro, e seja como for ou onde for, acredito que vá ser sempre assim.
O barulhão durou menos do que costuma durar, e logo lá estávamos nós esperando pelos bastidores. Não fosse a chuva que caiu bem na hora que fomos falar com elas, as coisas teriam sido muito mais bonitas. Mas na presença delas é difícil alguma coisa não ser bonita, todos nós fomos chamados lá pra dentro onde elas estavam e entre fotos, autógrafos e abraços, ali naquele momento o contato fã-artista estava feito, e nós que víamos de fora do palco, que cantávamos da platéia, estávamos dentro. Todo mundo junto, todo mundo misturado. E este que é um texto de fã, tem um final auto-explicativo, porque você que lê este texto agora também deve ser fã e deve entender tudo que isso representa.





Texto: Thami

7 comentários:

Odysseu disse...

Realmente o dia foi incrível, adorei ter conhecido todos vocês. O Barulhinho teve toda a energia e alegria infantil, o barulhão mais formal, mas mesmo assim, com toda a essência das Chicas.

bjos a todos

Sidney Vagal (cover Sidney Magal) heehhehee

Taís disse...

Ótimo, Thami!! Que excelente que vocês conseguiram entrar!

Jubs disse...

Ah Thamiiiii..saudade de vc!!!
Então gente, depois de muita reflexão (tipo eu refleti até ontem..quase um mês depois do show) cheguei a uma conclusão que pode não ser a correta sobre o acontecido, mas talvez a que mais tenha me confortado ou sei lá me convencido. Acho possível que elas tenham tido pouco tempo pra descansar o corpo (o barulhinho é 'pegado' gente!)e a voz também(no contrato tava escrito, segundo a Luciana, que o show "barulhão" começaria as 20:30h e na verdade começou 18:30 / 19h)de repente esse tenha sido o motivo do cansaço, da seriedade, da falta de concentração de quem pra mim é a mais concentrada de todas, mais séria (tendo até fama de grossa)e que por uma ou duas vezes esqueceu ou não tinha voz para cantar alguns pedaços de certa música. Enfim, nós estávamos lá pra ajudar e sempre estaremos!
Bom, essa explicação me conforta!
BJu povo

Jubs de novo disse...

Ah, outro motivo pra elas provavelmente terem ficado chateadas, é que no final do Barulhinho, elas anunciaram o show (BARULHÃO) pras 20:30h o que pode ter inibido algumas das pessoas presentes a ficarem esperando pelo próximo show... enfim.. acho que é só...eu não apareço nuuunca ..quando apareço, falo pacas, que nem a Thami ;) ¬¬

Thami disse...

Tinha que sobrar pra mim né Jubes?
Eu falo muito mesmo, não tem jeito.
E outra coisa legal do show foi a gente cantando a parte da Amora bem alto, só dava a gente lá.

Tá vendo, podiam contratar a gente pra animadores de platéia.
Eu tô dentro.

Carolina disse...

eiiii
esse dia foi sensasionallllll

Déia disse...

olha só, eu nem tinha visto esse texto ainda... que fã é essa que nunca entra no site do fã-clube ¬¬...
poxa, precisamos escrever sobre tudo que veio depois né... bjos